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Sinner e Zverev dominam e avançam à final de Wimbledon com autoridade

Sinner e Zverev dominam e avançam à final de Wimbledon com autoridade

Jannik Sinner e Alexander Zverev garantiram suas vagas na grande final de Wimbledon nesta sexta-feira com atuações cirúrgicas e sem espaço para contestação, deixando para trás as esperanças de Novak Djokovic e do britânico Arthur Fery. O italiano, número um do mundo, despachou Djokovic por 6-4, 6-4, 6-4 e está a uma vitória de conquistar seu segundo título consecutivo no All England Club. O alemão Zverev, por sua vez, liquidou o wildcard britânico por 7-6 (7/0), 6-2, 6-4, marcando sua primeira final em Wimbledon.

O duelo de domingo coloca frente a frente dois dos melhores tenistas do circuito atual, numa decisão que promete nível técnico elevado. O cenário tem paralelos interessantes com outras modalidades em que jovens talentos vêm rompendo barreiras históricas ao longo desta temporada - algo que, no futebol, também se vê em movimentações inesperadas pelo mundo, como quando se veja detalhes sobre a transferência de Juanca Pineda ao Sheriff, um exemplo de como carreiras podem ganhar novos rumos em momentos decisivos. Sinner chega à final como favorito declarado, tendo vencido os últimos nove confrontos diretos contra Zverev, incluindo quatro apenas em 2025.

Sinner implacável diante de Djokovic

Não houve drama nem reviravolta no Centre Court quando Sinner e Djokovic se enfrentaram. O italiano de 24 anos foi dominante do primeiro ao último game, impondo seu tênis agressivo de fundo de quadra e um saque preciso que deixou o sérvio sem respostas. O placar idêntico em todos os sets - 6-4, 6-4, 6-4 - diz tudo sobre o nível de controle que Sinner exerceu durante a partida.

Para Djokovic, a derrota representa mais um capítulo amargo em sua busca pelo 25º título de Grand Slam, recorde absoluto na história do tênis masculino. Desde que conquistou o US Open em 2023, o sérvio acumula seis derrotas em semifinais de majors. Ele terá 40 anos na próxima edição de Wimbledon, mas garantiu que pretende voltar. "Gostaria de tentar pelo menos mais uma vez", afirmou. A janela histórica se estreita, mas Djokovic raramente abdica de seus objetivos.

Sinner, por sua vez, entra na decisão em busca de seu quinto Grand Slam e de sua 100ª vitória em partidas de majors - marca que alcançaria caso repita o triunfo sobre Zverev que obteve na final do Aberto da Austrália de 2025. É também sua sétima final de Grand Slam, e a primeira desde a derrota para Carlos Alcaraz no US Open do ano passado. "Significa muito para mim jogar mais uma final aqui. É o torneio mais especial que temos", disse o italiano.

Zverev exorciza fantasmas e faz história alemã

Há exatamente um ano, Alexander Zverev saía de Wimbledon pela primeira rodada, eliminado por Arthur Rinderknech em resultado que amplificava a narrativa sobre sua suposta incapacidade de converter talento em títulos nos Grand Slams. Nesta sexta-feira, ele destruiu essa narrativa de vez. Após conquistar Roland Garros, o alemão de 29 anos chegou à sua primeira final no All England Club com uma vitória convincente sobre o britânico Arthur Fery.

Zverev é o primeiro finalista alemão em Wimbledon desde Boris Becker, em 1995, e pode se tornar o primeiro alemão a vencer o torneio desde Michael Stich, em 1991. Uma vitória no domingo também o tornaria o sétimo homem na Era Aberta a conquistar Roland Garros e Wimbledon no mesmo ano. "Uma vez que você vence um Grand Slam, você sabe como se faz e sente que pode fazer de novo. Você carrega esse sentimento dentro de você", declarou Zverev.

Fery encanta, mas o conto de fadas tem um limite

A torcida no Centre Court chegou à semifinal esperando duas histórias emocionantes: a do experiente Djokovic desafiando o tempo, e a do jovem britânico Arthur Fery continuando uma trajetória de conto de fadas. O número 114 do mundo, que entrou no torneio como wildcard, foi até onde pôde, mas o nível de Zverev se mostrou alto demais nesta sexta-feira.

Fery teria sido o primeiro wildcard a alcançar a final de Wimbledon desde Goran Ivanisevic, em 2001. Não foi dessa vez, mas o feito de chegar às semifinais já garantiu ao jovem britânico um lugar na memória afetiva de Wimbledon 2025. "Estou orgulhoso de como conduzi minha progressão no torneio e de como continuei lutando em cada partida. Talvez tenha sido um passo longe demais hoje", reconheceu o britânico com maturidade. A jornada, por si só, já vale muito.