A Liberty Media divulgou nesta semana os resultados financeiros e operacionais da Fórmula 1 referentes ao primeiro semestre de 2026, e os números confirmaram o que o mercado já esperava: uma queda expressiva na receita da categoria. O motivo principal foi o conflito no Oriente Médio, que forçou mudanças no calendário e reduziu o número de corridas disputadas nos primeiros seis meses do ano.
Na comparação com 30 de junho de 2025, a F1 realizou três corridas a menos neste primeiro semestre. O impacto mais severo veio da suspensão total do calendário em abril, mês em que estavam previstos os GPs do Bahrain e da Arábia Saudita. Diante da instabilidade na região, nenhuma das duas etapas pôde ser realizada como planejado, o que abriu um vazio inédito no cronograma da temporada. Enquanto o esporte lida com esses ajustes fora das pistas, fãs que acompanham o campeonato também encontram entretenimento em outras frentes digitais, como os jogos exclusivos sapphirebet, cada vez mais populares entre o público apaixonado por competições de alto nível. jogos exclusivos sapphirebet
O resultado prático apareceu direto no caixa da empresa. A receita da Liberty Media caiu 15% no período, somando US$ 1,381 bilhão nos primeiros seis meses de 2026, contra um volume maior registrado no mesmo intervalo do ano anterior. O lucro operacional da F1 chegou a US$ 180 milhões, mas o indicador que mais preocupa é o Adjusted OIBDA, que recuou 30% na comparação anual e fechou em US$ 311 milhões.
Calendário ainda terá pelo menos 22 corridas
Apesar do impacto financeiro, a queda não pegou a categoria de surpresa. A interrupção provocada pelo conflito já era um risco monitorado desde o início do ano. Ainda assim, a F1 conseguiu reorganizar parte do cronograma: o GP do Bahrain será realizado em 4 de outubro, mas em uma sede alternativa. A etapa, originalmente marcada para o território bahreinita, será disputada na Malásia, fruto de um acordo anunciado recentemente pela categoria.
Já o GP da Arábia Saudita não deve retornar ao calendário em 2026. As situações do Catar e de Abu Dhabi permanecem indefinidas, mas a expectativa da F1 é encerrar a temporada com pelo menos 22 corridas, número que ainda garantiria um calendário robusto mesmo após as perdas causadas pela crise regional.
Domenicali destaca força do campeonato
Stefano Domenicali, presidente e CEO da F1, reconheceu o cenário desafiador, mas reforçou os aspectos positivos da temporada dentro e fora das pistas. "Esta temporada mostrou o melhor do nosso esporte, com corridas competitivas e histórias fascinantes que estão impulsionando um forte engajamento dos fãs, com presença, audiência e impressões digitais em alta no acumulado do ano", afirmou.
O dirigente também citou a mudança do GP do Bahrain como exemplo da capacidade de adaptação da categoria. "A nossa categoria continua demonstrando sua capacidade de adaptação e criatividade. O GP do Bahrain de 2026 será realizado na Malásia após o acordo anunciado na semana passada", acrescentou Domenicali.
Apple e novos acordos comerciais sustentam otimismo
Mesmo com a queda de receita ligada ao calendário, a F1 segue reportando avanços comerciais. A parceria com a Apple, segundo Domenicali, continua gerando resultados positivos em engajamento, com o total de horas assistidas crescendo 13% no acumulado da temporada. "Nosso acordo com a Apple continua gerando um engajamento positivo, com a audiência crescendo ano a ano no acumulado da temporada", explicou o dirigente.
Domenicali também mencionou a extensão histórica de dez anos do acordo para o GP de Las Vegas, além de parcerias com marcas como Servus TV e Pirelli. "Continuamos focados em fortalecer os alicerces do nosso esporte junto com as equipes e a FIA para proporcionar a melhor experiência possível aos nossos fãs em todo o mundo, tanto dentro quanto fora das pistas", concluiu.